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Logística reversa o que é e o futuro do plástico9 min read

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O conceito de logística reversa foi instituída pela Lei nº 12.305, que é Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e sua instituição é considerada um marco para a sustentabilidade, por apresentar um avanço na relação dos indivíduos com os seus resíduos sólidos gerados.

Conteúdo

Logística reversa o que é?

A logística reversa representa todos os procedimentos pelos quais é possível fazer a coleta dos resíduos e inseri-los ao setor industrial, para o seu reuso, reciclagem ou para uma destinação ambientalmente adequada. Diminuindo assim os impactos da produção e do pós-consumo dos materiais consumidos. Um exemplo é a logística reversa das embalagens de chocolates e biscoitos da Nestlé em parceria com a empresa TerraCycle. Através do envio das embalagens pelos Correios, a empresa dá o destino correto encaminhando para a reciclagem.

A PNRS define a logística reversa como: “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.”

Em janeiro de 2022 a PNRS sofreu alterações, que alterou positivamente a logística reversa. No novo decreto foi criado o Programa Nacional de Logística Reversa. O novo decreto tem o objetivo de modernizar e tornar mais eficiente a forma que o país lida com os resíduos, exigindo dos setores públicos e privados transparência no gerenciamento de seus resíduos.

Segundo o Governo Federal “o Programa Nacional de Logística Reversa, editado pelo novo decreto, um instrumento de coordenação e integração dos sistemas de logística reversa com vistas a potencializar o alcance dos resultados dos diferentes sistemas no País – estejam eles já implementados ou em processo. Além do mais, a iniciativa garante melhor comunicação aos cidadãos sobre os pontos de entrega voluntária para o descarte adequado de resíduos, assegurando a rastreabilidade por meio de integração ao Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos, o Sinir.

Também na  PNRS é definida a Responsabilidade Compartilhada pelo Ciclo de Vida dos Produtos, ou seja, se estabelece o papel de cada membro da cadeia, desde o produtor até o consumidor final. Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão de Resíduos Sólidos (SINIR), os consumidores têm o papel de entregar os resíduos da maneira e no local estabelecidos na logística reversa. As empresas ficam responsáveis pelo gerenciamento correto dos resíduos, assim como sua reinserção na cadeia produtiva. Por último cabe ao poder público fiscalizar o processo e de forma compartilhada com os outros membros da cadeia, educar e conscientizar a população.

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Fonte: SNIR

Todo esse processo é responsável por compartilhar as responsabilidades na gestão de resíduos, gerar renda, diminuir a necessidade de matéria-prima, diminuir os impactos da extração e proporcionar uma maior qualidade ambiental para a população.

Alguns produtos têm o seu processo de logística reversa específico, devido ao grande impacto gerado à saúde e ao meio ambiente por sua destinação inadequada, são esses:

  • Resíduos e embalagens de agrotóxicos
  • Pilhas e baterias
  • Resíduos e embalagens de óleos lubrificantes,
  • Eletroeletrônicos e seus componentes
  • Lâmpadas fluorescentes

Já para outros produtos, a logística reversa ainda está sendo estabelecida. Como é o caso do plástico.

Plástico no mundo

Os plásticos feitos de combustíveis fósseis têm pouco mais de um século de existência. A produção e o desenvolvimento de milhares de novos produtos plásticos se aceleraram após a Segunda Guerra Mundial, transformando a era moderna de modo que a vida sem os plásticos seria irreconhecível hoje.

Os plásticos revolucionaram a medicina com dispositivos que salvam vidas, tornaram as viagens espaciais possíveis, iluminaram carros e jatos – economizando combustível e poluição – e salvaram vidas com capacetes, incubadoras e equipamentos para água potável.

Nos últimos anos se vem falando muito da grande geração de resíduos plásticos e de sua poluição nos oceanos. Principalmente com a COVID-19 vimos o aumento do uso de plásticos descartáveis como forma de prevenção da contaminação e pelo aumento dos deliverys, seja ele de comida ou de produtos.

O plástico é muito útil e usamos todos os dias. Mas o que acontece depois que o jogamos fora, está causando um grande problema para o nosso planeta.

Pensa-se que mais de cinco trilhões de microplásticos estão nos oceanos do mundo e podem levar anos para serem degradados.

O problema com o plástico é que a maior parte dele não é biodegradável. Ele não apodrece, como papel ou comida, então, em vez disso, pode permanecer no meio ambiente por centenas de anos.

A cada ano, 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas e 40% disso é descartável (plástico que usaremos apenas uma vez antes de ser descartado).

Exemplos de plástico descartável são sacolas, garrafas de bebidas, talheres e copos.

Mais de oito milhões de toneladas de plástico entram nos oceanos do mundo a cada ano e a projeção é o aumento desse número. Os plásticos podem chegar aos oceanos por lançamento no mar por navios e praias, ou transportados até lá pelo rio.

Outro problema é que nem todo plástico pode ser reciclado. Isso pode ser devido à forma como é feito ou porque é muito caro ou difícil de fazer. Algumas xícaras de café, por exemplo, têm um forro de plástico à prova d’água, o que pode dificultar a reciclagem.

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O futuro do plástico

Que o plástico tem causado problemas para o meio ambiente devido a poluição nos oceanos é fato. Mas é preciso pensar em soluções para resolver este problema, desde de sua fabricação (design de produto) até o pós-consumo e são nessas duas esferas que atuam as inovações no mercado do plástico.

Instituto Ellen McArthur, que tem a finalidade de inspirar as futuras gerações a repensar, redesenhar e construir um futuro melhor com a economia circular, publicou um relatório em que apresenta as inovações mundiais em relação ao plástico.

O documento é focado nas soluções para a economia circular. A economia circular é um conceito da economia com o objetivo de estimular o reuso, a reciclagem e reaproveitamento dos materiais e energia, indo na contramão da economia linear com o conceito de fim-de-vida, em que após o uso, os materiais são descartados. É um conceito chave para a dissociação entre crescimento econômico e aumento do consumo.

A economia circular do plástico possui segue os seguintes passos:

  1. Eliminação das embalagens plásticas problemáticas e desnecessárias por meio do redesign.
  2. Aumento do reuso e eliminação do plástico de uso único.
  3. Tornar todas as embalagens plásticas 100% recicláveis, reutilizáveis ou compostáveis.
  4. Garantir que todo plástico seja reutilizado, reciclado ou compostado na prática.
  5. Eliminar os produtos químicos perigosos à saúde dos plásticos.

São apresentados no relatório a divisão das inovações em duas vertentes, uma sobre inovação na origem, que repensa os produtos na fase de projeto e outra de inovação no fim da cadeia, que afeta o produto depois do consumo.

A inovação na origem pode ser feita com o desenvolvimento de novos materiais, design de produto e mudança no modelo de negócio. Já a inovação no fim da cadeia pode ser feita com o desenvolvimento de novas tecnologias de coleta, classificação e reciclagem.

O futuro do plástico está cada vez mais perto e está associado com sua eliminação, reutilização, reciclagem e compostagem, sendo também necessária a criação de novos materiais mais sustentáveis e de tecnologias para aumentar a reciclagem e o tratamento.

Sua empresa recicla os plásticos na prática? Se ainda não, entre em contato com nossa consultora para resolver o problema.

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