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Saiba a diferença entre lixo, resíduo e rejeito7 min read

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Muitas vezes esses três termos, lixo, resíduo e rejeito, são confundidos e usados para definir a mesma coisa: o produto gerado após o consumo ou uso. Saber a diferença dos termos é de extrema importância para uma boa e responsável gestão de resíduos sólidos.

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O lixo é tudo aquilo que não tem mais uso e as pessoas querem se livrar dele. O resíduo é a matéria que após o seu uso ou consumo principal ainda pode ser destinado para outro processo. Já o rejeito é todo material que já se esgotou todo o seu uso e deveria ir para uma disposição final ambientalmente adequada.

O que é lixo?

O termo lixo é mais usado em conversas informais e não é considerado um termo técnico no gerenciamento de resíduos. Segundo o dicionário, lixo é: “qualquer material sem valor ou utilidade, ou detrito oriundo de trabalhos domésticos, industriais etc. que se joga fora” ou “tudo o que se retira de um lugar para deixá-lo limpo.”

Por essa última definição é possível ver que culturalmente consideramos o lixo como algo sujo e que precisamos nos “livrar” dele para que as casas e empresas estejam limpas. Através deste entendimento, ao longo dos anos foi se acumulando esse material em lixões e botas foras, porque as pessoas só se preocupavam com os danos causados dentro de quatro paredes e não se preocupavam com os danos ao meio ambiente.

O que é resíduo?

A maioria dos materiais que chamamos de lixo na verdade são resíduos. Este termo é responsável pela valorização dos materiais e por torná-los mais do que “tudo que se retira de um lugar para deixá-lo limpo”.

Segundo o SEBRAE, o resíduo é todo material que sobra de processos derivados das atividades humanas, animais e processos industriais como a matéria orgânica, o lixo doméstico, os efluentes industriais e os gases liberados em processos industriais ou por motores.

Já o principal marco legal da gestão de resíduos sólidos, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), define resíduos sólidos, como todo material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos que não possam ser tratados no tratamentos de efluentes.

Os resíduos sólidos na PNRS ainda são classificados quanto à origem e periculosidade para que sejam planejadas propostas de gestão específicas para cada tipo, já que cada um possui características e destinações específicas.

Na classificação quanto à origem os resíduos sólidos são classificados em:

  • resíduos sólidos urbanos: são aqueles gerados em nossas residências e na limpeza urbana;
  • resíduos de estabelecimentos comerciais;
  • resíduos dos serviços públicos de saneamento básico;
  • resíduos industriais: são aqueles gerados tanto nos processos produtivos quanto nas instalações industriais;
  • resíduos de serviços de saúde;
  • resíduos da construção civil: são aqueles gerados nas construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil;
  • resíduos agrossilvopastoris: aqueles gerados nas atividades agropecuárias e silviculturais (de manutenção, aproveitamento e uso consciente das florestas);
  • resíduos de serviços de transportes: aqueles gerados em portos, aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira;
  • resíduos de mineração: aqueles gerados na atividade de pesquisa, extração ou venda de minérios;

Quanto à periculosidade eles são divididos entre resíduos perigosos e não perigosos. Os perigosos são os que possuem características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade, apresentando risco à saúde humana e ao meio ambiente. E os não perigosos, são todos que não se classificam na definição acima.

Outra definição amplamente usada para resíduos sólidos é a da NBR 10004 de 2004. Nela resíduos sólidos são resíduos nos estados sólido e semissólido, que resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos quando não podem ser lançados no esgoto.

Já a classificação dos resíduos sólidos é feita pela periculosidade e são definidas as classe I e classe II.

  • Resíduo classe I: são os resíduos perigosos, que podem ser considerados inflamáveis, corrosivos, tóxicos, reativos ou patogênicos.
  • Resíduo classe II: são os resíduos não perigosos, que podem ser classificados em inertes e não inertes
    • Não inertes: possuem características de biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água.
    • Inertes: não se solubilizam.

O que é rejeito?

Depois de esgotadas todas as possibilidades de reuso, reciclagem e tratamento dos resíduos, estes são considerados como rejeito.

Na PNRS a definição é que rejeito são: “resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada”.

Os rejeitos são os únicos materiais que deveriam ir para aterros sanitários, mas se sabe que grande parte de materiais passíveis de reciclagem ou algum outro tratamento acabam indo parar nesses lugares. Por isso que a cada dia se torna mais importante a gestão de resíduos sólidos dentro das empresas.

Quer saber mais como melhorar a sua gestão de resíduos? Fale com a nossa equipe.

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